O REI, A BELA E UMA SUPOSTA SENHORA
O meu lado dark escreve e publica neste blog.
Amavam-se de fato e por direito
Principalmente pelo avesso
Não havia quem duvidasse, entretanto...
Um tal de Cérbero, cão de três cabeças
Vigia do mundo dos mortos
Inconformado com o que rolava entre Rei e Bela (que estava mais pra fera)
Deixou o inferno, seu posto seguro
E se dedicou a perseguir o tal casal
Vigiava de lua a lua, de sol a sol
Incansável, girava as cabeças de tal modo
Que lembrava aquele robô do Big Brother Brasil (BBB)
As três cabeças de minúsculos cérebros
Eram tudo que Cérbero, o cão guardião, possuía.
Fora a ideia fixa em separar Rei de Bela ( que nem era tão bela assim)
Desesperado, porque o bolo crescia no forno ( e parecia apetitoso aos seus olhos gulosos)
Frustrado, invejoso e mal amado
Cérbero se travestiu de honrada senhora
Mulher séria e bem casada
Com filhos, netos, noras e casa arrumada
O que ninguém sabia (ou sabiam, sei lá!)
Se refere às furtivas escapadelas
Em tardes quentes e ensolaradas
Happy hour ou madrugadas
Da tal dona (senhora) aprumada
De sandálias de tiras, rasteiras
E saias longa muito enfeitadas
A suposta senhora, agora feiticeira
De ombros desnudos e língua sibilante
Seduziu o Rei
Que traiu Bela...
Venceu mas não levou, a vil senhora
Cão de três cabeças
Condenado às mais baixas esferas
Acostumado à temperatura do abismo
Ao seu posto ela voltou
Seu inferno interior.
Rei e Bela nunca mais foram os mesmos
Ele, desorientado, a contra-gosto sumiu do mapa
Ela não permitiu que a massa queimasse
Tirou o bolo do forno
Servindo se de generosa fatia
Pronta estava e ainda mais inteira
Pra viver o que a vida lhe oferecesse!
'Rei morto, rei posto"
S. May
A suposta senhora, agora feiticeira
De ombros desnudos e língua sibilante
Seduziu o Rei
Que traiu Bela...
Venceu mas não levou, a vil senhora
Cão de três cabeças
Condenado às mais baixas esferas
Acostumado à temperatura do abismo
Ao seu posto ela voltou
Seu inferno interior.
Rei e Bela nunca mais foram os mesmos
Ele, desorientado, a contra-gosto sumiu do mapa
Ela não permitiu que a massa queimasse
Tirou o bolo do forno
Servindo se de generosa fatia
Pronta estava e ainda mais inteira
Pra viver o que a vida lhe oferecesse!
'Rei morto, rei posto"
S. May
Observação: Este texto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência)
Sem nome, endereço ou cep
Um recurso interessante à mitologia...
ResponderExcluirE viva o bom humor, May.
Resto de fim de semana feliz.
Um Novembro inspirado e agradável.
Abraço amigo.
~~~
Olá Majo!
ExcluirUm escritor consegue fazer pequenos milagres. Nossa sobrevivência está nas nossas palavras.
Obrigada e bom fim de semana pra você também .
descubro a poesia do seu blogue
ResponderExcluirdeixo o meu abraço :)
Angela
Obrigada. Vou visitar seu espaço de conhecimento.
ExcluirBom final de semana!
Olá, querida MAY!
ResponderExcluirA Mitologia sempre influenciou as atitudes humanas, ou talvez essas sejam influenciadas pela Mitologia. É controversa a afirmação, mas há bastante ligação.
Você sabe escrever mto bem e com uma enorme sensibilidade. O humor tb existe por aqui, e há verdades, k têm de ser ditas através dele. Melhor seria dizer na cara das pessoas, mas há regras sociais.
As malévolas, que continuem a tecer suas teias. Um dia, as aranhas as deglutirão.
Beijos e bom domingo.
.
Céu!
ExcluirSinto-me honrada com sua opinião a respeito da minha escrita. Sendo você mulher letrada, professora...quem sou eu pra discutir se nem curso superior possuo...
Obrigada pelo incentivo!
Bjs
Céu, boa noite!
ExcluirVoltei pra comentar melhor. Minha filha, que é professora de linguística, leu o conto e amou, mas disse que estava incompleto, que eu não deveria interromper o conto abruptamente, que precisava explicar ou dar a entender o que aconteceu com os personagens, que segundo ela, são fortes. São eles: Rei, Bela e Cérbero ou a Suposta Senhora (personificação da inveja e da maldade)
Daí, que pensei e reescrevi do meio pro fim, pode me dar sua opinião que vou gostar.
O que está faltando é escrever como um conto, e não em versos, como poema...vou tentar.
Um beijo brasileiro!
May
Oi, querida May!
ExcluirTudo bem? Aqui, tudo rolando.
Agradecer o quê, minha amiga? Aquilo k é verdade. Você escreve com mta sensibilidade e até de forma artística.
Olha, acho k sua filha tem mta razão. O conto/poema está forte, mas tive a mesma sensação k ela, mas há narrativas abertas e essa sua poderia ser uma dessas.
Então, fico aguardando o poema em forma de conto. Acho k vai ficar mto bem. Você tem mto talento.
Beijos e excelente sexta.
Agora que li, minha querida.
ExcluirBeijos brasileiros
Auuuuuuuuuuuuuuuu!Adorei!
ResponderExcluirÉ um "latuivo", mistura de latido com uivo???
ExcluirNão sei se me refiro a você agora como lobo ou como cachorro...rsrs!
Um abraço.
Daria uma bela prosa. Imaginativo e e aguçado texto.
ResponderExcluirCéu, a nossa amiga poetisa também fez essa observação, de que daria um conto. Outras pessoas também disseram o mesmo...
ExcluirObrigada por sua visita, Messias!
Olá, Messias!
ExcluirAtivei os comentários.
Um abraço, e boa semana!
Adorei, Sandra!! A forma de contar e o resultado da escrita é o tipo de narrativa que me prende, vem lá de dentro, da sensibilidade do sentimento naquele exato momento, simplesmente flui independente do modo que pensamos um segundo antes de começarmos a escrever, parece que tem vida própria.
ResponderExcluirQuanto ao triangulo amoroso, penso que a romantização das relações leva ao surgimento de possíveis víboras quando o tal amor já está frágil. No final das contas, salvar o bolo pode ser o melhor dos finais possíveis, e certamente rendem outras ótimas histórias para os escritores.
Estou muito feliz por suas observações e análises aqui no blog, Dalva!
ExcluirSua opinião é muito importante pra mim, acredite. Obrigada.
Amanhã volto pra comentar no Note book pois é tarde e estou co celular.
Beijos!
Boa noite pra você, amiga.❤